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30 dezembro 2006

Receita de Ano Novo

Escritor Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Esse ano foi um conjunto bons acontecimentos! Pessoas voltaram a aparecer depois de um bom tempo distantes ( Amor?), a família permaneceu unida e sempre cercada pelos amigos que dela fazem parte... enfim, foi um feliz 2006! Desejo que o seu, o meu, o NOSSO Ano Novo seja regado com muita saúde, paz, amor e harmonia. Um brinde a você! Clique aqui para ler o texto completo.

29 dezembro 2006

A melhor história de ação alguma vez contada

Um dos melhores vídeos que ja assisti, é muita besteira em menos de 5 min! Garimpei na Ortega's House com o Fernando, irmão mais novo e destemido da família - enquanto escrevo este post ele desbrava o Sul do Brasil, longe do território conhecido por seus ancestrais! Vida longa e próspera, meu caro! -.

Origem Mad TV

Clique aqui para ler o texto completo.

Tudo começou com Elis...

Estava eu despretensiosamente jogado no sofá de casa, entre Orfeu e o despertar - interprete a expressão como quase adormecendo no colo da mãe, uma das formas de dormir que mais aprecio -, quando fui brindado com o especial de fim de ano Por toda a minha vida, da Rede Globo. Uma homenagem com ares de documentário que trata linearmente da vida e obra da Pimentinha do Brasil, Elis Regina.

FOTOS DO ESPECIAL
Agradeço ao blog Elis Regina, onde encontrei as imagens.

Bianca Comparato interpreta Elis no início de carreira...

...enquanto Hermila Guedes fica encarregada da fase adulta


A energia e o sentimento que a Elis transmiti para o espectador em cada interpretação encanta e cativa, ou pelo menos foi isso que acorreu comigo... No final, vencido pelo carisma da Regina (observe a liberdade com que me refiro a essa estrela do MPB... Regina, Elis, Pimenta... realmente apaixonante), resolvo procurar pelos álbuns da cantora na Internet. O que pareceu uma rápida e inocente consulta virou algumas horas de busca e promete um período de Elis como a pouco tempo tive de Clara Nunes, depois de ouvir um antigo LP durante uma visita a casa de alguns amigos da família.

Ao final de poucas horas passei por um cenário eclético, com uma boa pitada de saudosismo. O que começou com Elis passou por Eagle-Eye Cherry, Ray Charles, Pearl Jam, Sarah Brightman, Metallica em parceria com a San Francisco Symphonic Orchestra... sobrou até tempo para os pedidos familiares, como Andre Rieu! Tudo isso regado por uma trilha sonora a altura, com Aretha Franklin (Ain't No Mountain High), John Willians (Harry 's Wondrous World), Robbie Willians, Billie Holiday, Waldir Azevedo (Brasileirinho), Zeca Pagodinho, Celine Dion, e alguns oturos... é nessas horas que penso como a vida é maravilhosa e rica, oferecendo tanta diversidade para quem tem interesse em correr atrás com um mínimo de esforço.

Claro que o material acima não bastou para saciar minha sede de interação com o mundo, que estava aflorada. Sobrou tempo para Darren Shan - livro que confesso, emprestei da minha irmã durante sua leitura, mas prometo devolver assim que possível! -, para aprender mais sobre Leila Diniz - nome que surgiu durante minha pesquisa sobre a Elis e que ja ouvi várias vezes mas pouco conhecia - e para garimpar um material que trará boas lembranças para os corações que viveram os anos 80:

  • Os Trapalhões: nos tempos áureos com destaque para o Mussum, o melhor do quarteto na minha opinião
  1. http://www.youtube.com/watch?v=-0TPCsQH61I
  2. http://www.youtube.com/watch?v=rWCuBBuZ51A&mode=related&search=
  3. http://www.youtube.com/watch?v=fwYsrvHG024&NR
  4. http://www.youtube.com/watch?v=a7IvcDaKjSM&mode=related&search=
  • Kiko: entrevista do ator Carlos Villagrán para o Jô Soares, no tempo so SBT... (se quiser um bônus, digite Chespirito no YouTube e veja cenas inéditas da Turma do Chavez, por mais incrével que seja colocar as palavras inédita e Chavez na mesma frase!)
  1. http://www.youtube.com/watch?v=1QqCk-DDD-4
Bem, depois dessa eu vou indo. Um beijo do gord... quer dizer, do Buza! Clique aqui para ler o texto completo.

27 dezembro 2006

Ser e Pensar

O sabor das fraquezas de ser humano são estranhas ao paladar, algumas vezes um tanto amargas. Não gostar de alguém, não aceitar seus pensamentos ou escolhas, mentir, odiar, ter preconceitos... são tantos os vícios que adquirimos com o mínimo esforço, e que precisamos de muito trabalho para evitar.


As vezes o PENSAMENTO pode trair nossos atos. Por mais que tentemos esconder um pouco de nós para não transparecer uma opinião ou idéia que destoam do grupo ou sociedade que vivemos, o pensamento que não quer calar acaba tomando grandes proporções. Sua vontade de vir a tona é tanta, por vezes, que chega a ser palpável!


Não penso em ser perfeito, mas a vontade de não errar com o próximo pode ser interpretada dessa forma. Bem, tento viver fazendo o melhor que posso e peço que, no final, minha vida seja uma boa lembrança tanto para mim quanto para aqueles que cruzei durante o caminho. Daquelas lembranças que teimam em nos fazer sorrir durante um dia cansativo, sem entender o porque! Aquelas que trazem alegria, mas que não conseguimos lembrar ao certo o porque.


Acho que é pedir demais, na verdade tenho (quase) certeza. Mas essa idéia me cativa, e por isso insisto...

Clique aqui para ler o texto completo.

Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer


Prometido para o verão americano de 2007, o filme Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer continua a saga de Reed, Sue, Johny e Ben. Após o sucesso do primeiro filme nas bilheterias, o diretor Tim Story fica novamente encarregado de trazer o cotidiano dessa família fantástica para o formato 16:9!

Reed e Sue estão preparando o casamento - no final do primeiro filme o Sr. Fantástico, como Reed é conhecido nos gibis, pede a mão de Sue em casamento - e tudo parecia bem até que uma anomania desce do espaço e começa a causar a destruição da cidade: Silver Surfer, o Surfista Prateado, aparece para zonear a festa.

Quem for fã dos gibis, como eu, não pode perder!

Aproveitando, deixo abaixo o link do teaser liberado dia 26.12.2006

High Definition : QuickTime
Hi-Resolution : QuickTime
Med-Resolution : QuickTime
Lo-Resolution : QuickTime
Ipod : iPod Video
Clique aqui para ler o texto completo.

Morte

Recebi esse texto de uma amiga, me fez pensar.

Autor Pedro Bial

"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.

Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só,é uma piada pronta.

Morrer é ridículo!

Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário,tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório,colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.

Como assim?

E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?

Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é? Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas, mulheres e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.

Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...
Perdoe....sempre!!!"
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26 dezembro 2006

Estrela do Mar

Li a letra da música abaixo a poucos minutos num email da Ana Maria, colega de um grupo do Yahoo. Obrigado Ana!

Composição Marino Pinto e Paulo Soledade
Cantora Maria Bethânia

Um pequenino grão de areia
Que era um eterno sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela se encontrar

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar
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