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23 junho 2009

Nokia N97: só uma promessa ou também uma realidade?

Estou (ou estava?!) ansioso pela chegada do N97 - pensava nele e ouvia na cabeça aquele jargão do Casseta e Planeta "Seus problemas acabaram!!". Mas depois de brincar um pouquinho com o 5800 na Fnac e ter a impressão que o Symbian dele é igual ao do meu N95, só que touch-screen, devo confessar que desanimei um pouco. Imaginava uma interface revolucionária, com direito a dar chapéu e gritar olé no iPhone - atualmente o aparelho campeão nessa área. Será que vem algo realmente bom?

Cheguei a conclusão, ja óbvia para alguns e um absurdo para xiitas, que o importante não é necessariamente a máquina, mas o que roda nela. Isso sempre valeu para os computadores e comprovei que vale para os smartphones. Digo isso por mesmo tento um celular com um hardware impagável (que o digam as tantas prestações, parece compra de casa própria) como o N95 8GB vejo os iPhones rodando aplicações que me deixam chupando dedo, pois são campeãs na acessibilidade e na parte gráfica. Assumo que pra mim é importante um visual agradável e a facilidade de uso, não só a utilidade.

Dito tudo isso, pergunto: a Nokia vai conseguir revolucionar o hardware e ao mesmo tempo incentivar os desenvolvedores a criar aplicações no symbian que consigam rivalizar com o que a Apple conseguiu fazer? Teremos um combo multimídia + trabalho = prazer chegando nas prateleiras no segundo sempreste com o nome N97? Só o tempo dirá.

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04 fevereiro 2009

webOS versus o mundo (Apple/iPhone, Nokia/Symbian, Google/Android)

Ouvi essa semana o Podsemfio nº80, podcast da Bia Kunze, que falou sobre o novo investimento da falecida Palm (praticamente uma sessão espírita!), o webOS. Fiz alguns comentários sobre a entrevista do Ricardo Garay, CEO da Handcase, e os comentários deixados pelos ouvintes no blog da garota sem fio, segue minha opinião:

Venda de aplicativos por US$1 - Como o leitor Sergio Camargo comentou, temos várias empresas de "gente grande" que estão colocando seus aplicativos a preços acessíveis na iTunes, e apesar do que foi dito pelo Garay isso é uma realidade! O que não sabemos é se esse modelo de negócio vai vingar, afinal o retorno é garantido pelo número de vendas, o que não chega a ser muito expressivo justamente pelo valor unitário, e pelo vínculo do programa com algum serviço ou funcionalidade que ai sim daria retorno financeiro ao desenvolvedor - vide IBM, Citrix, SAP e tantas outras que estão portando seu arsenal para a plataforma da Apple.

Morte do iPhone - pessoalmente, não apostaria na morte do iPhone, visto as vendas dos iPods - você tem no mercado inúmeros aparelhos MP3 com mais funcionalidades, como memória expansível, rádio FM, gravador de voz e tantas outras, mas mesmo assim o público do iPod é fiél pois ele faz o que se propõe de forma convincente e simplificada. Acredito que "buum" do iPhone passou, mas que ele deve continuar presente por um bom tempo, contando as as atualizações constantes do sr. Steve Jobs e dos desenvolvedores.

webOS - o que me deixou mais curioso foram os elogios e a aposta da Handcase no novo sistema da Palm. Se o iPhone vai morrer, conforme o prognóstico, qual o diferencial do webOS em relação ao Symbian ou ao Android para que ele reine e perdure? Symbian é uma plataforma estável e bem difundida no mercado; o Android é da Google, o que por si só garante um apoio grande dos usuários e desenvolvedores que confiam na marca (para quem interessar possa, I Love Google) além das promessas para o futuro dessa plataforma; ja o webOS não traz a compatibilidade com o legado da Palm, motivo pelo qual vários usuários se mantiveram fiéis a marca (não quiseram ou puderam perder os dados que ja carregavam a tempos nos seus antigos Palms), e apesar do marketing não mostrou nenhuma função matadora! Sendo assim, porque a Handcase não apostou nas plataformas que ja estão presentes no mercado?

Entrei a uma semana no mundo Symbian com um N95 8GB e estou acompanhando as novidades, como o N97 da Nokia quem entra no mercado no segundo semestre de 2009, mas aproveitando as comparações feitas no podcast digo que sinto falta de uma Symbian Store (ou Symbian Market) - o Symbian tem muitos sites espalhados pela internet, mas sinto falta de um que concentre os programas e novidades do Symbiam de forma simples, permitindo a avaliação dos usuários e o cadastro de novos programas.

Agora, comentando o que o Jesse (21/01 10:23AM) disse, falar que a Nokia está se adaptando a pouco tempo ao Symbian e dizer que a Apple tem tudo pra ganhar é phoda, mas "opinião é como apêndice, cada um tem a sua que não serve para nada". Quem tiver interesse pode pesquisar e ver que o Symbian foi criado em 1998 por um consórcio de empresas (Nokia, Siemens, Samsung, Ericsson, Sony e Panasonic), foi comprado pela Nokia em dezembro de 2008 e transformada em uma plataforma open source. O iPod, parente do iPhone, teve sua primeira encarnação em 2001, basta comparar as datas.


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Link do Podsemfio, o podcast da Bia Kunze aqui
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25 abril 2008

O triunfo do low tech

Low tech, ou baixa tecnologia, pode ser visto como um paradoxo no mundo de hoje. De um lado temos entusiastas e profissionais da tecnologia a procura de MAIS: mais processamento, mais pixels, mais memória, mais velocidade, mais isso, mais aquilo! Por outro lado temos uma grande fatia do mercado consumidor habitada por usuários da tecnologia, que procuram MENOS: menos trabalho, menos dor de cabeça com aparelhos que dificultam a vida ao invés de facilitar, menos complicação - enfim, procuram simplicidade e objetividade -. Observem que no grupo de usuários estão também entusiastas e proficionais da área de TI que mesmo sendo hard users querem simplicidade no final do dia!

Seguindo uma linha de raciocínio semelhante a jornalista Denise Dweck escreveu um artigo para a revista Exame com o título desse post, O triunfo do low tech. Nele comenta-se de vários equipamentos que vieram na contramão do mercado, focando o MENOS ao invés do MAIS. Além dos exemplos citados por ela - como a Flip Vídeo, o Asus Eee e o Nintendo Wii - é bom lembrar do iPhone! Ele ganhou a mídia e conquistou uma multidão de usuários fazendo o que os Pocket Phones fazem a muito tempo, mas com um belo design e uma pequena curva de aprendizado.


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Matéria da Denise Dweck, citada no texto, aqui

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