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28 junho 2008

Diablo 3: Uma nova caçada a Diablo está para começar

A Blizzar havia deixado muito dos seus fãs felizes - e claro, ansiosos! - com o anúncio da continuação de um clássico do passado: Starcraft II. Sem data de lançamento marcara, só podemos assistir aos vídeos do jogo e procurar ficar informado quanto ao que estava por vir – novas criaturas, uma estratégia de jogo totalmente deturpada e muita ação podem ser encontrados no hot site do jogo, veja o link logo abaixo.

Tudo ia bem até que nessa semana um muro de gelo apareceu na porta da home da Blizzard - segue descrição de Ricardo Ortega: "Estava aguardando a hora para o começo de um evento quando resolvi passar pelo site da Blizzard. Quando o site abriu dei de cara com um muro de gelo e pensei na mesma hora que alguma novidade estava por vir - talvez a data de lançamento do Starcraft! *aeeeee* Passei a visitar o site diariamente e aos poucos um par de olhos azuis começaram a surgir - Protoss, sem dúvida -. Mas ontem, tudo mudou: os olhos ficaram vermelhos, mostrando que Diablo ainda estava vivo! Hoje, 28 de junho de 2008, uma nova esperança - e mais ansiedade - foi apresentada para os fãs dos clássicos: Diablo III! Antes de pegar suas armas e preparar seu ânimo para reunir os velhos amigos para enfrentar novamente a face do mal, Diablo, leia o resto do post!

No hot site do jogo, disponível desde hoje, podemos encontrar dois vídeos - um Cinematic Teaser e um Game Play Vídeo com direito a comentários do diretor -. O clássico Bárbaro (você já cansou da palavra clássico nesse post? Espero que não, pois tem muito mais abaixo! =) ) mostra suas novas habilidades, exibindo a sua volta o clássico ambiente dark remodelado mas fiel as origens! E mais: o retorno de Cain, o velhinho amigo da garotada!

Combos já bem manjados estão lá, pronto para serem usados com os novos movimentos, causando ainda mais destruição - tudo por um bom motivo, claro, vencer o mal e libertar os habitantes do mundo de Diablo das trevas! Novas opções de jogo estão presentes, como jogar com vários personagens ao mesmo tempo, alternando entre eles e sendo apoiado por todos durante as pelejas - se você lembrou de Dungeon Siege, da Microsoft?-, ao que parece com uma razoável inteligência artificial. A jogabilidade parece ter sido aperfeiçoada, facilitando a vida do jogador e melhorando a sensação de imersão. As telas de apoio, como dos ítens, mochila e visão do player para colocar itens e armas foram remodeladas mas são bem familiares! Um novo personagem ja foi apresentado, o Witch Doctor, um xamã que lembra bastante o Druid, só que com poderes e invokers mais darks. Vou pesquisar pela net um site que explique melhor os detalhes mostrados e coloco no final do post, ok?

Registro aqui a sacanagem que está sendo feitas com todos os fãs dos clássicos da Blizzard: todo esse acúmulo de ansiedade por DOIS grandes sucessos que ainda não tem UMA DATA DE LANÇAMENTO PROGRAMADA! Haja coração.

Ja comecei a imaginar o expansion set dos dois jogos, Diablo III e Starcraft II - todos os clássicos da Blizzard tem uma continuação! -.

Para os dias atuais, onde temos um preview de caça as bruxas no mundo dos jogos com vários títulos proibidos no Brasil e uma preocupação crescente com a violência dos games, Diablo chega com o meu estilo que fez dele um dos maiores sucessos no mundo dos games de todos os tempos. Obs: "Não sei como a minha geração anos 80 conseguiu ficar sã já que tivemos acesso a jogos e filmes violentos sem toda a preocupação dos dias atuais e o melhor de tudo, como conseguimos no fim do dia não ser um louco homicida" - se fui pouco claro em meu sarcasmo, sou contra a teoria que jogos violentos geram pessoas violentas!

Os clássicos que marcaram minha vida de player de jogos de computadores está voltando da época glacial, diretamente para os LCDs do mundo todo:

  • ○ Warcraft, em sua encarnação mais recente, o World of Warcraft, vem empolgando uma legião gigantesca de fãs – é o MMORG mais jogado em todo o mundo, preciso dizer mais?
  • ○ Starcraft, agora com a promessa de uma segunda encarnação, foi a promessa de 2007 (e por mim e todos os outros jogadores, essa poderia ser a realização de 2008 da Blizzard, embora eu não ache provável termos esse jogo nas prateleiras antes de 2009);
  • ○ Diablo, o motivador desse post;
  • ○ Half-Life: Counter Strike, o jogo de primeira pessoa que mais joguei na minha juventude, recentemente banido do Brasil sabe-se lá porque;
  • ○ Duke Nuken, o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa que joguei, merece menção honrosa por seu o primeiro set de disquetes (são cerca de 13 disquetes, um absurdo para a época pré-CD).
atualizado em 7/julho
  • ○ Civilization 2! Esqueci de comentar no dia que escrevi esse post, mas é outro grande jogo de estratégia. Com uma interface simples mas bem estruturado, esse jogo merece mensão.

Acendam as fogueiras, avisem os amigos e preparem seus equipamentos: uma nova jornada está sendo preparada para livrar o mundo das forças malignas de Diablo!


HYPERLINK
Hot site de Diablo 3 aqui
Wiki: Diablo 2 aqui
Prévia detalhada de Diablo 3 do site do UOL Games aqui
Hot site de Starcraft 2 aqui
Clique aqui para ler o texto completo.

22 fevereiro 2008

Censura: O nome real da nossa liberdade de expressão

Posso não concordar com nada do que você diz mas lutarei até a morte pelo seu direito de dizê-lo.
- Voltaire, poeta francês -
Comecei esse texto várias vezes pois não encontrava como expressar o que sentia sobre a censura que testemunhei nos últimos anos. Depois de algumas tentativas me veio a lembrança as palavras de Voltaire que reproduzo acima - me pareceram ideal para a ocasião -. No Brasil muito se fala sobre essa tal liberdade, muito em função dos 21 anos em que o país passou pelo regime de ditadura política. É comum ouvir políticos, artistas e outras personalidades que viveram essa época de perto (e sentiram na pele os abusos que foram praticados por alguns grupos militares) enaltecerem o grau de liberdade de expressão que vivemos atualmente. Mas eu me pergunto: será que vivemos numa real liberdade de expressão?

Temos vários exemplo no cotidiano que demonstram os sutis limites da nossa liberdade: o diálogo das novelas e programas de tv que são bem puritanos, evitando palavrões e comentários com humor duvidoso; uma pesquisa rápida pelo mundo dos dubladores (veja um exemplo em hyperlink, logo abaixo) mostra a dificuldade que é adaptar um diálogo americano para os padrões da liberdade de expressão tupiniquim.

Quero demonstrar meu ponto com algumas polêmicas que consigo lembrar de cabeça:

i. O episódio Blame It on Lisa dos Simpsons (abril/2002) retrata uma visita da família mais famosa da tv americana as terras brasileiras. Em seu passeio pelo Rio de Janeiro o humor ácido e politicamente incorreto, marca registrada do desenho, está sempre presente. Essas viagens internacionais acontecem pelo menos uma vez por temporada, já tendo antes caricaturizado países como o Japão, Austrália e França, entre outros. A diferença é que no Brasil rolou um tremendo estresse, virando pauta do governo em reunião no planalto. Pouco tempo depois um novo episódio dos Simpsons, intitulado A Esposa Aquática, foi censurado na dublagem - o diálogo de Lisa e Bart foi alterado, como podemos conferir no site da Globo.com -. Se isso fosse feito nos EUA, por exemplo, não sobraria um único episódio, já que toda a trama da série é movido pelas alfinetadas de Homer, Marge, Bart, Lisa e Meg.

ii. Quem tem boa memória lembra do escândalo que a modelo e apresentadora da MTV Daniela Cicarelli fez quando um filme seu foi distribuído pela internet mostrando o rala e rola dela com o namorado em uma praia pública. Em todo o mundo (principalmente nos EUA) existem vários sites dedicados a divulgar fotos e vídeos dos famosos em cenas íntimas, seja um decote mais ousado, uma cruzada de pernas menos cuidadosa ou mesmo um filme caseiro mostrando o que rola entre quatro paredes. Tudo isso é normal, mas no Brasil o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo bloqueou o acesso ao site YouTube, um dos maiores sites de streaming de vídeo do mundo (matéria da Folha aqui). Pode foder em público, mas olhar num pode. Pouco tempo depois a decisão foi revogada (dah!).

iii. Em Um Brasileiro em Berlim, do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro (recomendo a todos, um livro leve recheado de bom humor), são relatados acontecimentos da vida do autor enquanto vivia em Berlim. Embora considerado um liberal pelos europeus por vir de um país onde tudo é permitido, o escritor ficou chocado com várias cenas, como mulheres fazendo topless em plena rua numa tarde de verão - enquanto isso no Brasil várias banhistas foram ameaçadas de prisão por cometer o sacrilégio de fazer topless na praia (veja matéria da Terra Turismo aqui para maiores detalhes) -.

iv. A mais nova onda de censura foi a proibição do jogo Counter-Strike (ou CS). O jogo de tiro em primeira pessoa (ou FPS, First Person Shooter em inglês), lançado em novembro de 2000, foi o maior sucesso dos últimos anos entre os jogos de sua categoria. Agora, se você quer saber o porque disso, vamos aos fatos. O jogo está a mais de 7 anos no mercado, sendo criado como um MOD (MOD é o nome dado para jogos criados a partir de outro) de Half-Life. Nele, policiais e terroristas lutam para defender seu território e para atingir determinados objetivos em mapas que reproduzem um leque variado de lugares dos EUA e de outros países. Tudo ia muito bem até que um mapa, chamado cs_rio, foi criado em 2002 por fãs brasileiros do jogo. Nele os dois times são levados a uma favela do Rio de Janeiro, o que segundo os meios oficiais, denigre a imagem da cidade. Com a declaração oficial de que o jogo "traz imanente estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública, impondo sua proibição e retirada do mercado", tanto o Counter-Strike quanto o jogo Everquest foram banidos (foi proibida a comercialização de livros, encartes, revistas ou CD-Rom contendo os jogos) no dia 17 de janeiro desse ano - detalhe: o jogo Everquest é medieval, portanto seguindo a linha de raciocínio teremos de retirar do mercado o livro Senhor dos Anéis, pois os humanos e os elfos foram subversivos ao poder maior da Terra Média, Sauron! -.

Outros jogos ja foram proibidos no Brasil: Carmagedon, Postal III, Grand Theft Auto. O caso do CS é mais gritante pelo tempo que ele tem de mercado. Mesmo não concordando com a temática de muitos jogos que estão no mercado (o que não é o caso do Counter0Strike, que joguei por vários anos), acho que cada um de nós tem o discernimento necessário para escolher o que é o melhor. Ah, tem um adendo: o Brasil já pratica uma política de classificação etária, onde o CS estava como proibido para menores de 18 anos! Mesmo assim, resolveram tirar do mercado.

Apesar disso a polêmica envolvendo o jogo apenas serviu para atrair a atenção dos jogadores que ja haviam aderido a outros games. O jogo foi promovido inclusive na Campus Party, mesmo depois da proibição.

Depois de tudo isso eu pergunto: temos realmente liberdade de expressão? Podemos escolher o que é melhor ou pior para nós? Ou devemos ser direcionados por grupos de minorias que acreditam saber o que é melhor para nós e muitas vezes para seus próprios bolsos?

Liberdade, ainda que tardia.


HYPERLINK
Wiki: Censura aqui
Wiki: Voltaire, pensador francês aqui
Wiki: Conuter-Strike, história e derrota nas mãos da censura aqui
Podcast do Jovem Nerd com o dublador Guilherme Briggs aqui
Matéria da Folha de São Paulo comentando o polêmico episódio Blame It on Lisa aqui
Estadão: Counter Strike no Campus Party aqui
Clique aqui para ler o texto completo.