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21 setembro 2006

Por que os cães vivem tanto?

Aos olhos da criança o mundo costuma ser simples e maravilhoso. Tudo é aceito, pois as coisas são como são. Eis um texto que explica muito, com a simplicidade rotineira das crianças.






Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês chamado Belker.

Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre. Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer, então disse à família que não haveria milagres no caso de Belker e me ofereci para proceder á eutanásia para o velho cão, em sua casa.

Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria bom deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento. Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência. No dia seguinte, senti o familiar "aperto na garganta" enquanto a família de Belker o rodeava.

Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando. Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão.

Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste fato da vida dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos. Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, saltou ao dizer:

- "Eu sei porque."

Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.

- "As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo?"

O garoto de quatro anos continuou...

- "Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar por tanto tempo."

- E os Seres Humanos têm muuuuito que aprender com eles!!!

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02 setembro 2006

Esperando a volta do Amigão da Vizinhança

Enquanto Spiderman 3 não chega nas telonas (estréia dia 4/maio/2007), deixo aqui um lembrete:




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01 setembro 2006

Justiça aos que dela necessitam

Você ja comprou alguma coisa no Mercado Livre? Eu já, uma única vez. Esse site é uma de minhas fontes de pesquisa sempre que penso em comprar um novo brinquedo! Ele normalmente oferece preços bem competitivos, quase sempre abaixo do valor de mercado.

Sabe por que não comprei mais vezes? Pelo mesmo motivo de muitos outros que namoram diariamente sites de leilão, mas não ousam fechar a compra: segurança. Comprando em uma loja tradicional (considero tradicional tanto as de tijolo quanto as digitais, como a Submarino) tenho uma sensação de confiança, acreditando na promessa da garantia e entrega.


A garantia continua sendo um problema, mas a entrega parece ser um problema do passado! Graças a uma decisão da 1ª Turma Recursal Cível de Vitória, Espírito Santo, a empresa Mercado Livre deve devolver o dinheiro de um produto que não foi entregue pelo anunciante do site.


Gostou da novidade? Eu também! Espero que não tenha recurso dessa decisão (as grandes empresas sempre dão um jeito!).


Fonte: Adriana Aguiar, LEILÃO VIRTUAL. Revista Consultor Jurídico.

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Teste do Ônibus

Você considera ter um bom raciocício lógico? Vamos aplicar um pequeno teste, aplicado em pré-escolas, para analisar isso!

Aos meninos de pré-escola fizeram a seguinte pergunta:

- Em qual direção está viajando o ônibus que se mostra mais abaixo?










Olhe cuidadosamente o desenho e responda a pergunta!
As únicas respostas possíveis são direita e esquerda.




Pensou? Ja sabe a resposta?




Todos os pré-escolares responderam esquerda.

Quando perguntaram:

- Por que você pensa que o ônibus está viajando no sentido para a esquerda?

Eles responderam:

- Porque você não vê a porta!!!

Você pensou como eles?

Eu, não! Penso se minha lógica, diferente das crianças, ja não está mais voltada a encontrar grandes problemas do que observar as soluções mais simples.

E Jesus disse:
Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.
— Mateus 18:3, 4.

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Click

Primeiramente, devo confessar que não gosto dos filmes do Adam Sandler (protagonista). Acho sua atuação exagerada! Ele mantém uma constância de personagem que obriga o espectador concluir que todos os filmes são escritos para ele. Simplificando, eu colocaria nos créditos da maioria de seus filme: Adam Sandler is Adam Sandler.

Com essa perspectiva fui assistir Click (2006), de Frank Coraci. A película conta a história de Michael Newman, um arquiteto talentoso que encontra problemas para equilibrar sua vida pessoal e profissional.


Querendo receber uma prometida promoção no escritório, Michael começa a dedicar todo seu tempo ao trabalho. Jantar com a família passa a ser desperdício de tempo, Ben e Samantha (Joseph Castanon e Tatum McCann, filhos de Michael) anseiam por passar um tempo com o pai e sua esposa Donna (Kate Beckinsale) sente-se insatisfeita com o casamento. Sua vida começa a parecer ingrata, quando surge Morty (Christopher Walken), um pseudo vendedor de uma loja de departamento que lhe oferece um controle remoto universal. Além de controla a TV e a porta da garagem, o aparelho atende aos desejos de Michael adiantando os momentos de sua vida até os pontos mais importante, como a tão sonhada promoção.


Qual o final dessa história? Michael começa a entender que o importante não é encontrar o ouro no fim do arco-íris, mas sim o tempo que se leva na empreitada. O filme trabalha numa linha entre cômico e drama – situação que fica bem marcada a partir da segunda metade.


Recomendo o filme! Pode ser pela companhia que tive (o amor torna o mundo mais colorido!), mas sai da sala pensando nas escolhas que fazemos na vida, e em suas conseqüências - de uma maneira mais suave que no filme O Efeito Borboleta (THE BUTTERFLY EFFECT, EUA, 2004. DE ERIC BRESS E J. MACKYE GRUBER), mas não menos interessante.



FICHA TÉCNICA

CLICK, EUA, 2006. DE FRANK CORACI.
COM ADAM SANDLER, KATE BECKINSALE, CHRISTOPHER WALKEN, DAVID HASSELHOFF, HENRY WINKLER, SEAN ASTIN. 107 MIN. WWW.SONYPICTURES.COM/MOVIES/CLICK. COLUMBIA. COMÉDIA

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29 julho 2006

Pegadas na Areia

A certo tempo recebi de uma amiga muito amada um pequeno texto. Esse texto me deu um empurrão, me ajudou a ver a situação que vivia com outros olhos. De lá pra cá, sempre que estou com pouca fé no rumo que estou tomando, volto a ler essas Pegadas na Areia.

Tenho dado pouca atenção a esse cantinho aqui, sei disso! Tenho arquivado no meu porta-idéias mais de 50 textos para publicar, bastanto fechar a formatação. Mas enquanto eu não me programo para tanto, uso uns poucos minutos para publicar essa idéia para a posteridade, em especial para minha amiga virtual Bia Kunze.

Dedicatória
Bia, Você tornou pública suas idéias, ações e reações, e por isso te admiro. Compartilho um pouco das minhas contigo, agradecendo tudo que você compartilhou com todos nós nesse tempo-sem-fio.

Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do Céu, passavam-se cenas de minha vida.
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era meu e o outro, do Senhor.
Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que, muitas vezes no caminho de minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos de meu viver.
Isso entristeceu-me deveras, e perguntei, então, ao Senhor:
"Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvera Te seguir, Tu andarias sempre comigo em todo o caminho, mas notei que, durante as maiores atribulações de meu viver, havia na areia dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo por que, nas horas em que mais necessitava de Ti, Tu me deixaste”.
O Senhor me respondeu:
" Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento.
Quando viste na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que Eu, nos braços, te carreguei”.

by MARGARET FISHBACK POWERS
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10 junho 2006

O que sou?

Essa foi a pergunta do dia! Feita por uma amiga na manhã de hoje, motivou o texto abaixo.

Me julgo péssimo como escritor quando escrevo sobre mim - atributo desse tímido que voz fala! -. Ainda assim, tentei sinceramente responder a pergunta de forma clara, traduzindo o que penso para o papel sem racionalizar (muito!). O resultado ficou interessante, e por isso trancrevo abaixo...

Eu sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco... Sem parentes importantes e vindo do interior... Mas sei que tudo é proibido, aliás, eu queria dizer que tudo é permitido... Até beijar você no escuro do cinema quando ninguém nos vê
- conhece essa? Nossa, veio do fundo do baú! -

Humm... deixa eu tentar rascunhar parte do que sou: sonhador, lógico, brincalhão, amante, determinado, romântico, tímido, impaciente, esperançoso, amigo, teimoso... perdido com horários, zoeiro, gosto de barulho e por vezes do silêncio absoluto!


Acho muito bom gritar sem motivo, correr sem destino, fechar os olhos e sonhar, olhar o céu até que a última estrela desapareça no começo do outro dia. Gosto de ficar próximo ao espaço dos outros, mas por vezes gosto de ficar só comigo mesmo, tentando ouvir o que tenho a dizer.


Gosto da noite, do dia, da tarde, de horas de chuva seguida mas não de dias nublados... gosto de dizer o que penso, sinceridade, verdade, odeio odiar, detesto mentira, amo pular, cantar, pensar, correr, aprender... acredito na mudança do mundo, mas respeito o direito dele ser como ele é... e tento aceitar o tempo das coisas, mesmo quando não tenho tempo para pensar nelas.


Tento aceitar o fato de que nem sempre sou o que sou, pois o ser dos outros acaba influenciando nas minhas escolhas; mas luto com todas as minhas forças para ser eu mesmo, com minhas crenças e verdades, à responder as perguntas do meio em que vivo!


Não gosto de atrapalhar, incomodar, estar na hora errada no momento certo, nem na hora certa no momento errado... tentei levar a vida da minha maneira, mas aprendi que me dou melhor deixando ela me levar! Sou responsável pelos meus atos e desejo cumprir com tudo aquilo que me comprometo... mesmo quando não resta lembranças e tudo que tenho é a intuição a me guiar.


Amo de paixão minha família e amigos - falo dos dois como se fossem uma dupla, um par, mas pra mim são uma coisa só -. Fico feliz quando vejo o sorriso de um velho ou a cara arteira de uma criança... gosto do cheiro d´água, do mato, do vento e de hortelã. Gosto de comer - quem não gosta? -, embora seja pró-salgado e imparcial com doces. Gosto de experimentar coisas novas e fazer aquilo que me dá na telha... mas nem sempre consigo, pois a tal responsabilidade fica sempre a apitar no meu ouvido.


Sei que cada indivíduo é um universo gravitando à volta de uma força maior, e por isso sei também que tudo que escrevi é uma parte muito pequena do tudo que sou / somos.
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